Janot pede investigação contra Aécio, Renan, Ministro da Dilma e outros políticos

Aécio e outros políticosO procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) abertura de dois inquérito para apurar o suposto envolvimento do senador Aécio Neves (PSDB-MG) com desvio de dinheiro de Furnas Centrais Elétricas e com maquiagem de dados do Banco Rural. Além do senador tucano, Janot também solicitou a abertura de inquéritos contra Eduardo Cunha, Renan Calheiros e Romero Jucá, da cúpula do PMDB, de dois petistas e de um ministro do TCU. Os pedidos foram feitos com base na delação do senador Delcídio Amaral (Sem partido-MS), um dos delatores da Operação Lava-Jato.

 

Em um dos depoimentos, Delcídio disse que, quando presidiu a CPI dos Correios, foi procurado por intermediários de Aécio para prorrogar o prazo de entrega de documentos do Banco Rural. O atraso daria tempo ao banco de mascarar informações desfavoráveis à relação entre o governo de Minas Gerais, durante a gestão de Aécio, e o banco, um dos pivôs do mensalão. O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) deve ser um dos alvos da investigação do inquérito sobre maquiagem dos dados bancários. Delcídio apontou ainda supostas ligações de Aécio com um suposto esquema de desvio de dinheiro da estatal operado pelo ex-diretor Dimas Toledo.

 

A partir das declarações do senador, Janot pediu o desarquivamento das investigações sobre fraudes em Furnas e a abertura de um novo inquérito para apurar as novas e antigas acusações de desvios de dinheiro da estatal para políticos de vários partidos. Também com base na delação de Delcídio, o procurador-geral pediu abertura de inquérito contra o ministro Vital do Rêgo, do Tribunal de Contas da União (TCU) e do deputado Marco Maia (PT-RS), acusados de cobrar propina para evitar depoimento de empreiteiros na CPI da Petrobras.

 

Janot também pediu abertura de mais um inquérito contra os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva (PT) e contra o senador Romero Jucá (PMDB-RR), cotado para ocupar o Ministério do Planejamento caso o vice Michel Temer assuma a presidência da República.

 

OUTRO LADO

 

Em nota, o senador Aécio Neves disse que considera “natural” e “necessário” que sejam feitam investigações após a homologação de uma delação pelo STF. No entanto, ele ressalta que os temas são antigos e já foram objeto de investigações anteriores ou “que não guardam nenhuma relação com o senador”. A nota ainda reitera o apoio do presidente nacional do PSDB à operação Lava Jato. (Jonral Extra)
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